Não há alternativa para atender o crescimento da demanda por vôos no Brasil. Mesmo com as reformas, Congonhas opera bem acima da sua capacidade. Não há como transferir os vôos para os aeroportos de Campinas e Guarulhos porque eles também já estão no limite. Além do mais, o acesso deles à capital seria outro gargalo. Investimentos neste complexo levariam pelo menos três anos para ficar pronto, ou seja, não há saída no curto prazo.
Bom, então opta-se por viagens de carro. Contudo, as condições das rodovias são tão críticas quanto ou ainda piores. Ônibus? Idem. Segundo a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), 75% das rodovias brasileiras possuem algum tipo de deficiência. Em Minas Gerais, estado com a maior malha rodoviária do país, esse índice sobe para 84%.
Pesquisa feita pela Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib) apontou que para resolver os gargalos, somente para evitar problemas maiores, seriam necessários investimento anuais de R$ 87,7 bilhões por pelo menos 10 anos. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê pouco mais de R$ 500 bilhões entre este ano e 2010. Contudo, a maior parte dos projetos não sai do papel. Vale destacar ainda que para aeroportos está previsto irrisórios R$ 3 bilhões.
Isso sem falar do risco de racionamento de energia na próxima década. O presidente da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Roger Agnelli já disse que não pensa em investimentos a partir de 2010. É bem verdade que as licenças para as duas usinas do Rio Madeira saíram, mas elas só ficam prontas em 2012. Além disso, a geração adicional no sistema elétrico brasileiro não vai ser suficiente para atender as projeções de crescimento.
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