Saiu na imprensa...
O grupo mineiro Pitágoras vai se tornar a segunda instituição de ensino do país a abrir capital na bolsa de valores. A Kroton Educacional, empresa que administra o grupo, publicou um aviso ao mercado sobre o processo na última segunda-feira. O ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, é um dos donos do conglomerado que começou com um cursinho pré-vestibular nos anos 60 e hoje tem mais de 190 mil alunos no Brasil e no Japão, em escolas e faculdades. A operação vai permitir a compra de ações por investidores estrangeiros.
Em março, a Anhangüera Educacional, grupo do interior de São Paulo, foi a primeira a colocar suas ações na bolsa de valores. A captação foi de R$ 360 milhões, considerada um sucesso. O dinheiro já foi usado para a compra de uma faculdade em Anápolis. Mais de 75% do capital aberto ficou nas mãos de investidores estrangeiros.
Os envolvidos na operação não podem se pronunciar porque passam pelo período de silêncio do processo, exigido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O prospecto disponível no site da Kroton, no entanto, mostra que mais de 50% do capital poderá ser vendido. Dessa maneira, não haverá sócio majoritário e os acionistas poderão interferir igualmente na organização e decisões da empresa.
O prospecto informa que o dinheiro captado será usado para abertura e implantação de novas unidades, aquisição de instituições de ensino superior, manutenção das unidades existentes e quitação de dívidas. O volume de recursos que pode ser captado é de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões.
O Pitágoras engrossa o coro das empresas mineiras que querem abrir capital. Entre elas estão a a ferrovia MRS Logística, a distribuidora de combustíveis Ale Sat e a construtora MRV.
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