quinta-feira, 12 de julho de 2007

Ricardo Eletro expande negócios e vai à Bovespa

A Ricardo Eletro vai comprar a Lojas Mig (o valor não foi divulgado) e, depois disso, quer abrir capital. Uma tarefa nada fácil para a rede mineira. Tudo bem que ela queira captar recursos no mercado, mas tem que lembrar que transparência é um dos principais itens para atrair investidores. Além disso, apesar de parecer que o crescimento do setor é sustentado – por causa da queda dos juros e da inflação, oferta de crédito, aumento do emprego e do poder aquisitivo -, pesquisas revelam que a população está se endividando e que isso pode reduzir o consumo de bens duráveis. Vale colocar na balança ainda que há ações de setores, ou melhor, de empresas mais estruturadas e com potencial de se valorizar muito mais. Quem deixaria de investir na Petrobrás, Vale e Usiminas para investir na Ricardo Eletro? Acredito que somente aqueles investidores que querem diversificar a carteira.

Contudo, é preciso olhar o outro lado. O lançamento de ações também é uma tendência no setor varejista de eletrodomésticos e os bons não podem ficar de fora. O Ponto Frio, segunda maior empresa do setor, foi a primeira a negociar papéis na Bovespa. O Magazine Luiza, o terceiro do ranking, também já estuda a abertura do capital. É muito bom que a Ricardo Eletro, hoje com a gestão concentrada nas mãos de Ricardo Nunes (que abriu a sua primeira loja no Triângulo Mineiro e agora se vê diante de uma rede nacional), faça parte deste processo. Abrir capital significa um avanço muito grande para qualquer empresa. Ganha a economia mineira, ganham os consumidores – afinal de contas os baixos preços praticados pela Ricardo Eletro derrubam o preço de todos os concorrentes -, ganha o mercado de capitais, ganha o país.

Com a aquisição da Lojas Mig, a Ricardo Eletro fecha 2007 com 240 lojas em Minas, Espírito Santo, Bahia e Sergipe, onde já atuava, e agora em Goiás, Distrito Federal e São Paulo. O faturamento, estimado em R$ 1,3 bilhão antes da aquisição, pode subir para R$ 1,7 bilhão, o que a coloca entre as quatro maiores do país. Em coletiva à imprensa, Ricardo Nunes disse que o crescimento de 50% ao ano desde 2004 e os novos negócios foram os grandes responsáveis pelo “assédio” de dois fundos nacionais e um estrangeiro, que podem levar a rede mineira à Bovespa.

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