O presidente, Paulo Ângelo Carvalho de Souza, escreveu sobre o “Primeiro Curso de Investimentos para Profissionais da Área de Saúde”, oferecido pela associação à Sociedade Brasileira de Clínica Médica Regional de Minas Gerais. “O ponto de destaque foi a necessidade de programar uma aposentadoria decente como forma de segurança para a ocasião em que a pessoa se retira da vida ativa”, disse. Ele apresentou duas situações para justificar o pensamento.
Situação 1: Os pais programam abrir uma poupança para o(a) filho(a) na data de seu nascimento, já pensando na aposentadoria aos 60 anos de idade. Comprometem-se com depósitos mensais de R$ 100,00. Com o uso de uma calculadora financeira, pode-se calcular o valor futuro (VF) dos depósitos (PMT = 100) remunerados à taxa de juro anual de 6% ou mensal de 0,5% (i = 0,5%), considerando que os depósitos serão efetuados até a idade de 60 anos (t = 720 meses). O valor poupado e capitalizado (VF) será de R$ 708.955,39. Ou seja, o recém nascido terá, aos 60 anos de idade, uma poupança de R$ 708.955,39 com aplicação relativamente irrisória de R$ 100,00 por mês. O que foi necessário? Disciplina e uma pequena poupança mensal.
Situação 2: Não houve a preocupação de programar essa poupança do(a) filho(a) quando de seu nascimento. No entanto, aos 40 anos de idade o(a) filho(a) se conscientiza de que se não fizer um plano de poupança, poderá ter sérios apuros quando se aposentar aos 60 anos. A questão é saber quanto deverá poupar por mês para que aos 60 anos consiga ter a poupança de R$ 708.955,39 (VF), nas mesmas condições de investimento: taxa de juros de 6% a.a. (0,5% am), poupança de 20 anos (t = 240 meses), sendo já conhecido VF. Com a calculadora, estima-se o valor da poupança mensal: R$ 1.526,77. E verifica que a segunda situação exige uma poupança cerca de 15 vezes superior. Em suma, paga-se caro pela falta de previdência ou pelo desconhecimento de fundamentos elementares de educação financeira.
“Exemplos como os descritos são reais, porque as pessoas não estão atentas a essas questões, que são relevantes e fazem enorme diferença na terceira idade. Daí, a importância de se despertar na sociedade a consciência de começar a poupar o mais cedo possível. Quanto antes, melhor e mais barato”, observou o presidente da Apimec-MG.
Durante o evento, foram apresentados ainda alguns resultados relevantes do mercado de ações. “São alternativas já existentes, eficientes, com bom grau de segurança e, freqüentemente, desconhecidas do público”, sublinhou Souza.
Clube de Investimento: forma interessante de investir no mercado de ações, já que é constituído por pessoas com objetivos comuns de investimento. O número de clubes de investimento passou de 154, em 1996, com um patrimônio líquido de R$ 79,8 milhões, para 1.821, em 2007 (até maio), com um patrimônio líquido de R$ 11.137,2 milhões. Selecionando os 10 maiores clubes de investimento pelo patrimônio líquido, conforme publicado no site da Bovespa (www.bovespa.com.br), verifica-se que a rentabilidade média ponderada pelo PL, até junho/2007, foi de 37,37%.
Fundo Índice Brasil – PIBB: fundo de ações representativo do mercado de ações, com grande aderência ao IBrX 50. Do mercado de fundos de ações, o PIBB pode ser considerado um marco, estando disponibilizado para qualquer investidor que queira investir, comprando cota do fundo. Desde seu lançamento, em agosto de 2004, o PIBB tem performado com grande aderência ao IBrX 50 que, no mesmo período, até junho de 2007, apresentou rentabilidade de 178,37 %, contra 179,73% do PIBB.
Fundo de Ações FGTS Petrobrás e CVRD: milhares de trabalhadores optaram por investir parte de seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço nos Fundos de Ações Petrobrás e CVRD, cujos resultados têm sido espetaculares. O Fundo de Ações FGTS Petrobrás, iniciado em 17/08/2000, rentabilizou, até junho/2007, 736,62%; no mesmo período, o Ibovespa rentabilizou 205,83%. Se o recurso tivesse ficado aplicado no FGTS, teria rentabilidade de 46,36%. O Fundo de Ações FGTS CVRD, iniciado em 07/04/2002, rentabilizou 925,94% até junho/2007. No mesmo período, o Ibovespa rentabilizou 307,81%. Se o recurso tivesse ficado aplicado no FGTS, teria rentabilizado 31,66%.
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