
Nesta semana fui à Serra da Piedade, em Caeté, e descobri - eu pelo menos não sabia - que existe uma unidade do Cindacta 1 no topo do santuário. Conversei com os militares e eles me disseram que elas são responsáveis pelo controle de 18 freqüências e o monitoramento delas é retransmitido para Brasília. Apesar de visualmente muito organizado, eles admitiram que os equipamentos, assim como em todo o Brasil, "não é lá grandes coisas".

De certa forma, estavam contentes com a possibildade de investimentos depois de, infelizmente, todas essas tragédias. Contudo, não muito otimistas. "Se você está devendo R$ 100 mil e paga R$ 1 mil ameniza, mas não resolve", disse um deles. Os militares ainda admitiram que o sistema é sobrecarregado. No sábado, por exemplo, houve uma pane do Cindacta que controla Belém. Daí, segundo eles, houve um reposicionamento geral.

A questão da energia, o que teria provocado pane em Belém, realmente é grave. Na Piedade, eles têm um gerador que "segura as pontas". Mas, caso aconteça uma breve suspensão, questão de minutos, pode-se levar quase duas horas para reestabelecer o sistema, sobrecarregando outra central. São quatro unidades do Cindacta 1 em Minas. Além da Piedade, existem outros em Varginha, Teófilo Otoni e em outra cidade que os militares não conseguiram lembrar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário