O aquecimento da economia brasileira está não só impulsionando novos negócios, como exigindo que as empresas façam investimentos para expandir suas produções. A maior parte das empresas, talvez por desconfiar na sustentação desse crescimento econômico, está escondendo jogo. Aqui em Minas Gerais temos alguns exemplos.
Acredito que melhor seja o da Fiat Automóveis, instalada em Betim. A montadora anunciou na última semana que produziu 334 mil veículos no primeiro semestre deste ano. Notoriamente, o segundo semestre é mais aquecido, ou seja, fechará 2007 com uma produção de pelo menos 670 mil carros. Dessa forma, ela bate de longe o recorde de 1997 (619 mil unidades) e chega bem próximo no limite da capacidade instalada, que é de 700 mil unidades.
O presidente da Fiat no Brasil e América Latina, Cledorvino Belini, vem ressaltando que só vai pensar em expansão quando as três unidades da região – Betim, Sete Lagoas (MG) e Córdoba (Argentina) forem saturadas. Antes da divulgação do resultado do semestre, ele havia dito que juntas, as plantas produzem hoje 700 mil veículos e que podem atingir 1 milhão.
Por outro lado, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê que as vendas internas vão aumentar 22% em 2007 contra 2006 e acredita que a curva de crescimento continuará ascendente nos próximos anos. Levando em consideração, que uma fábrica de automóveis leva cerca de três anos para ser erguida, tudo indica que este realmente é o momento para se anunciar novos investimentos.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas, Márcio Lacerda, disse que há conversas, mas nenhuma negociação oficial. Revelou porém que o governo estadual pode apoiar a expansão da Fiat por meio do BDMG, regimes tributários especiais e com melhorias de infra-estrutura na região. Já o prefeito de Betim, Carlaile Pedrosa, já ofereceu um terreno, que faz limite com a fábrica, de quase 2 milhões de metros quadrados.
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