A popança está deixando de ser rejeitada por investidores. Entre os motivos estão a queda da taxa de juros, a isenção de imposto de renda sobre o ganho e o suporte do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para depósitos até R$ 60 mil.
De acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), em setembro, a procura pela caderneta chegou a R$ 4,2 bilhões, valor inferior somente aos meses de dezembro, quando o 13º salário é injetado na economia. No ano, a captação supera R$ 19 bilhões e, em setembro, o saldo em caderneta chegou ao topo recorde de R$ 218 bilhões.
A CEF também apurou que o crescimento da caderneta foi puxado pelos aplicadores de grande porte. De 2003 a abril deste ano, o número de aplicadores com saldo entre R$ 10 mil e R$ 15 mil subiu 2,11%; entre R$ 50 e R$ 100 mil cresceu 13,35%; e de R$ 100 mil a R$ 200 mil avançou 16,63%.
A mudança de patinho feio para cisne tem explicação. Em 2006, a tradicional aplicação apresentou rendimento de 8,33%, equivalente a 55% da variação de 15,04% do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI) - índice de referência das aplicações em renda fixa. Ao longo deste ano, porém, a caderneta rende 65% do CDI. Até setembro, ela apresentou alta de 5,85% e o CDI subiu 8,96%. Isso quer dizer que a caderneta - corrigida pela Taxa Referencial (TR) mais 0,5% ao mês - já rende mais do que muitos fundos de renda fixa e DI com taxa de administração alta, acima de 2%, 3% ao ano, principalmente em prazos mais curtos, quando o imposto de renda chega a abocanhar 22,5% de seu investimento.
Bom destacar que a caderneta de poupança só é aconselhada pelos investidores como forma de diversificação da carteira de investimentos. E, mesmo assim, normalmente para aqueles que possuem perfil conservador.