segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Expansão do mercado imobiliário

Nos últimos dois anos os preços dos imóveis residenciais subiram de 20% a 30%, em média, nos melhores bairros das principais metrópoles brasileiras, entre elas Belo Horizonte. Os dados são do Sistema Cofeci-Creci, os conselhos regional e federal dos corretores de imóveis. Por muito tempo as construtoras não investiram em novas obras, inseguras quanto ao crescimento econômico do país. O resultado é que agora, com a maior oferta de crédito e ampliação do emprego e renda, a demanda por imóveis aumentou e a oferta é pequena. Ou seja, o preço sobe.

Agora, que o cenário é outro, vemos pipocar o lançamento de empreendimentos. Outro dia, da região dos hospitais até a Carlos Luz, passando pela Pedro II, recebi quatro folhetos de vendas de apartamentos novos. Em regiões nobres, como Lourdes e Funcionários, outros com localização também privilegiada, como Buritis, Santa Efigência e São Lucas, mas principalmente em regiões mais afastadas do Centro da Cidade.

De acordo com o Sistema Cofeci-Creci, o elevado padrão das construções e a ampla infra-estrutura de serviços colocam os bairros de Belvedere, Lourdes e Funcionários no topo do ranking do metro quadrado mais caro de Belo Horizonte. São também os que mais se valorizaram nos últimos 12 meses. Entre agosto de 2006 e julho de 2007, o valor do metro quadrado subiu de R$ 3,5 mil para R$ 5 mil e ainda há espaço para mais valorização.

Para os investidores, as obras viárias da Linha Verde abrem um novo horizonte. Com 35 quilômetros, essa via expressa que liga o Centro ao aeroporto de Confins, vem facilitando o acesso aos bairros do entorno e aos municípios do norte da região metropolitana. É nesse novo cenário que Pampulha e Venda Nova aparecem entre os de maior potencial, segundo avaliação do Sistema Cofeci-Creci.