O volume de compras parceladas no cartão de crédito passou o montante de transações realizadas à vista com o plástico pela primeira vez na história do mercado. A conclusão faz parte do estudo "Pagamentos parcelados: acesso ao crédito sem juros", parte da pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, realizada pela Itaucard.
Segundo o levantamento, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, as compras parceladas responderam por faturamento de R$ 64,9 bilhões, ou 50,5% do volume total. Desse número, o parcelamento sem juros responde pela maior parte, 49,1%, e o parcelamento com juros participa com apenas 1,4%.
O cartão realmente é um facilitador do acesso ao crédito, mas é preciso ficar com o pé atrás. O cartão de crédito só serve para aqueles com disciplina orçamentária, ou seja, para aqueles que tem certeza que tem condições de pagar o valor integral da fatura no próximo mês. Se por um acaso, algum dia, você pagar o “mínimo” estipulado vai entrar numa fria. Os juros chegam a 10% ao mês, ou seja, em um ano a sua dívida mais que dobra. E, para piorar, os juros são compostos. É uma verdadeira bola de neve que pode de trazer sérios problemas. Então, se você não tem essa disciplina, rasgue o cartão de crédito e prefira o de débito. Assim você só vai poder gastar o que tem. E se você até tem disciplina, mas não consegue controlar os gastos, já que é tão fácil comprar com o cartão, também prefira a alternativa do débito. É praticamente uma poupança forçada.
Outro ponto interessante da pesquisa é que o parcelamento é a opção preferida pelas mulheres, que concentram 56% de seus gastos com o cartão nesta modalidade. Já os homens recorrem ao parcelamento em 46% de suas compras. O tíquete médio em cada um dos grupos é bem diferente: o do público masculino é de R$ 247, e o do feminino R$ 196. Segundo o estudo, os solteiros utilizam o cartão para parcelar 52% de suas compras, percentual um pouco acima ao registrado no grupo de casados, que é de 49%. Em relação ao tíquete, os casados média de R$ 231, valor 12% superior ao gasto médio de R$ 206 dos solteiros.