O boletim Focus, elaborado pelo Banco Central com base em consultas a mais de 100 analistas de mercado mercado, apontou que o crescimento da economia neste ano deve alcançar 4,2%. Já o governo promete uma alta de 4,5%. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já afirmou que o Brasil fechará o ano de 2007 com o sétimo Produto Interno Bruto (PIB) no ranking mundial.
Em Minas Gerais, a indústria lamentou, o setor de serviços comemorou e o agropecuário ainda está com o pé atrás, já que as principais safras começam a partir de março. Contudo, uma avaliação é unânime: o resultado é positivo se comparado com o histórico brasileiro, mas poderia ser melhor se comparado com o desempenho de outros emergentes.
- A Bovespa superou os 54 mil pontos nesta semana. As ações da Petrobras puxaram a valorização da Bolsa, favorecida também pelo quadro positivo da economia americana. Somente neste ano, o índice Ibovespa, que acompanha os preços das principais ações do pregão, acumula alta de 22,6%.
Os índices de preços divulgados na semana também aliviaram o temor de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) possa elevar a taxa básica local ainda neste ano, uma preocupação que foi motivo de especulações. Juros mais altos significam um freio à atividade econômica dos EUA, mas também reduzem a atratividade de ativos financeiros em economias emergentes.
- A ata do Copom sinalizou que o corte da próxima reunião deve ser, outra vez de 0,5 ponto percentual. Ao cair para 12% ao ano, na semana passada, a taxa chegou ao seu menor nível histórico. Porém, os juros reais (descontada a inflação) ainda é o maior do mundo.
- O Brasil conquistou nesta semana o tão sonhado investment grade. A agência de classificação de risco Japan Credit Rating (JCR) anunciou a melhora do rating da dívida de longo prazo em moeda estrangeira do país para BBB- e o rating da dívida de longo prazo em moeda local para BBB. As duas notas representam investment grade e tem perspectiva estável. Conseguir essa classificação significa o reconhecimento, pelas agências de avaliação de risco, de que a aplicação de dinheiro no Brasil é seguro e que não há risco para os investidores.
Segundo a JCR, em primeiro lugar, os ratings refletem a perspectiva de que o presidente Lula vai levar adiante suas iniciativas de reforma durante seu segundo mandato, com base na força da estabilidade política. Além disso, a agência aposta na manutenção do superávit primário e na melhora da estrutura da dívida do país. Junta-se a isso a continuidade da política cambial flexível, que conteve a inflação e estabilizou o câmbio e um balanço externo melhor, apoiado por um superávit sustentado em conta corrente e dívida externa reduzida.
A agência disse, entretanto, que os ratings são limitados por fatores estruturais, tais como pobreza e disparidade de renda, investimento fraco e um mercado de mão-de-obra rígido, que mantêm o crescimento econômico do país em ritmo mais lento. Embora o déficit fiscal e a dívida do setor público estejam em tendência de baixa, a JCR considera que uma melhora adicional é necessária em ambas as áreas.
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