domingo, 24 de junho de 2007

Previdência Privada?

A educação dos filhos está impulsionando a procura por previdência privada, como forma de poupança. O crescimento nos primeiros quatro meses deste ano, quando esse tipo de plano captou R$ 439,3 milhões no país, foi de 84,51% em comparação com o mesmo período do ano passado. O levantamento foi divulgado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

A previdência privada para menores tem crescido de forma mais acelerada, mas a captação total de recursos por esse mercado também sobe no geral: atingiu R$ 8 bilhões de janeiro a abril de 2004, alta de 25% sobre igual intervalo de 2006.

O vice-presidente da Fenaprevi, Marco Antônio Rossi, disse que as pessoas se conscientizaram que a Previdência Social oferece apenas um "valor básico" e que elas querem algo além desse valor, mesmo ainda sendo considerado conservador. Realmente. Eu acredito que seja conservador. Contudo, é interessante para o investidor diversificar seus investimentos. Neste caso, a previdência privada pode ser uma opção.

Os planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) - indicado para o investidor que não declara imposto de renda pelo modelo completo - registraram alta de 34,58%, de R$ 4 bilhões entre janeiro e abril de 2006, para R$ 5,43 bilhões no mesmo período desse ano.

Já o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) - para quem declara imposto de renda, uma vez que permite deduzir até 12% do montante a ser pago à Receita Federal - teve uma captação de R$ 1,431 bilhão no primeiro quadrimestre do ano, um incremento de apenas 0,61%. O executivo da Fenaprevi acredita que o crescimento maior dos planos VGBL ocorre por conta da maior massa da população que não declara imposto de renda.

O que são? O PGBL e o VGBL são planos para quem quer acumular dinheiro a longo prazo, não só para aposentadoria. O “grande atrativo” desses planos é o adiamento ou diferimento do Imposto de Renda. Como você adia o pagamento do IR para o momento do resgate, o que vai ocorrer em prazos muitos longos, sua aplicação ganha os juros acrescidos sobre o dinheiro que você teria pago ao IR até o dia em que for sacar esses recursos. O PGBL conta com um benefício fiscal: é dedutível da renda tributável, limitado a 12%.

Perigos - Muita atenção se decidir comprar um produto. Compare a solidez da empresa e os custos cobrados, como taxas de carregamento e de administração. Para se ter uma idéia, segundo a Fenaprevi, o participante do PGBL tem dois custos básicos: a taxa de carregamento sobre as contribuições mensais e aportes, de 1% a 5%, e a taxa de administração, que varia de 1,5% a 5% ao ano - sendo que existem empresas que cobram até 10% ao ano. Esta taxa é cobrada sobre o capital total - o que inclui os rendimentos. Muita atenção nesse ponto. São taxas caras, que podem prejudicar muito o rendimento da carteira e até mesmo inviabiliza-lo. Além disso, é essencial escolher a melhor remuneração para o capital investido e se precaver contra surpresas desagradáveis no futuro.

Por exemplo, quando você comprou o PGBL ou VGBL e escolheu como rendimento um fundo de renda fixa, o seu dinheiro renderá basicamente os juros do governo (taxa de Selic). Contudo, a trajetória dela tem sido de queda. Hoje a taxa é de 12% ao ano. E, se a taxa de carregamento for de 5% ao ano e a de administração também, o que é comum, o seu rendimento será de 2% ao ano, ou seja, menor que o da poupança.

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