sábado, 30 de junho de 2007

A partir de agora encaminharei as principais dúvidas que recebo por email para analistas e postarei as respostas aqui.

Com a desvalorização do dólar e manutenção da trajetória de queda dos juros, ainda é vantajoso aplicar em fundos DI e em títulos do governo? Poupança seria melhor que as duas opções para os mais conservadores? E quais seriam as alternativaspara quem quer ousar ?

Sérgio Portella (Sita Corretora): Diversificação:palavra chave no mercado financeiro. Com a mudança prejudicial no cálculo da Cardeneta de Poupança,os investidores mais conservadores poderão continuar investindo em Fundos DI e/ou por exemplo em títulos públicos com correção do IGPM + juros. Quanto aos mais "ousados" a opção do mercado de açoes é sempre recomendada, desde que monitorada por profissionais [analistas] qualificados e principalmente com visão de longo prazo. Com a expressiva valorização do real em relação ao dólar, títulos indexados ao dólar poderão fazer parte da diversificação sugerida [10%]. OBS:muito importante verificar as taxas de administração dos Fundos. Com a queda das remunerações isto poderá fazer a diferença.

Alberto Mendes (Geraldo Corrêa): Quando se pensa em aplicações, é necessário definir primeiro o perfil do investidor e o prazo da aplicação, pois, em alguns casos, o curto prazo é mais taxado que o longo. Para quem é jovem e/ou tem o temperamento mais atirado, pode-se procurar investimentos mais arrojados, como fundos multimercados ou aplicações em Bolsa de Valores via Fundos ou Clubes de Investimentos, ou diretamente na compra de ações por intermédio de Corretoras de Valores. Quem procura mais segurança, abrindo mão de uma eventual maior rentabilidade, deve procurar aplicações mais conservadoras, como poupança ou títulos do governo ou mesmo CDB referenciado em CDI, dependendo da taxa negociada com o Banco.

Luiz de Paula e Marco Starling (Ágora Invest): Quanto à vantagem de aplicar em DI’s e títulos do governo, em um portfólio diversificado, ainda teremos taxas atrativas por mais alguns anos, privilegiando os fundos DI’s e as LTN’S emitidas pelo governo. Posteriormente, a tendência será de concentração nos títulos públicos, não por rentabilidade atrativa, mas por uma questão de segurança, como acontece hoje nos países mais desenvolvidos. A poupança vem se destacando pela captação positiva ao longo do ano. Na realidade, em algum momento próximo, seus rendimentos serão bem parecidos com os demais ativos, por conta dos incentivos fiscais que lhe são pertinentes, deixando nivelados todos os investidores, independente de seus perfis. Para quem quer ousar, acreditamos que a renda variável irá se descolar positivamente em termos de rentabilidade em relação a seus pares de renda fixa. O mundo como um todo está desenhando um período de crescimento moderado, com maior ênfase para os países emergentes dentre os quais o Brasil é destaque indiscutível. Se considerarmos que os ciclos de crescimento passam obrigatoriamente pelo Mercado de Capitais, podemos antever boas oportunidades de investimentos na bolsa de valores para os próximos anos.

Para tirar dúvidas:

CDB - CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO - Os CDBs são títulos representativos de depósitos a prazos fixos emitidos por bancos comerciais, bancos de investimento e bancos de desenvolvimento. A taxa paga nos CDBs pode ser pré-fixada, pós-fixada ou flutuante, essa última atrelada a um percentual da variação de um índice, que pode ser a TR, TJLP, CDI, ou um índice de inflação, como o IGP-DI ou IGP-M. A medida provisória 542 do Plano Real estabelece que, para os títulos pré-fixados, o prazo mínimo é de 30, 60 ou 90 dias. Para os títulos indexados em TR, o prazo mínimo é de 120 dias.

CDI - CERTIFICADO DE DEPÓSITO INTERBANCÁRIO - Aplicação de prazo de um dia útil. O deposito interbancário é uma modalidade de investimento que os bancos usam para aplicar os seus recursos excedentes ou para captar dinheiro de outros bancos com o objetivo de melhorar sua posição de liquidez. O CDI é usado como benchmark para se comparar a rentabilidade de fundos de investimento que aplicam primordialmente em títulos de renda fixa, como os fundos DI e todas as subcategorias de fundos de renda fixa.

FUNDO REFERENCIADO - De acordo com a Anbid (Associação Nacional de Bancos de Investimento) existem basicamente três tipos de fundos referenciados: referenciados DI, referenciados cambial e referenciados a outros indicadores, como o IGP-M, por exemplo. Nestes fundos pelo menos 95% de sua carteira de investimentos devem compostos por ativos que seguem a variação de um determinado indicador de mercado.

Um comentário:

Anônimo disse...

Não é comentario, é duvida! Quero saber o que quer dizer :
Ordem de Resgate automatico, Banco do Brasil,codigo 52 BB Referenciado DI 10mil?

PJLM