terça-feira, 8 de maio de 2007

MMX: Projeto ambicioso, negócio promissor

Os planos da MMX Mineração e Metálicos são ambiciosos, conforme o diretor da empresa Rodolfo Landim. Ele esteve em Belo Horizonte na última segunda-feira para uma conversa com os jornalistas. Ele detalhou as metas previstas para o Sistema Minas-Rio e planos vislumbrados pelo empresário Eike Batista, dono do conglomerado.

Resumindo... a produção do Sistema Minas-Rio (que conta com minas na região de Conceição do Mato Dentro, um mineroduto de 550 quilômetros e porto no Norte do estado do Rio de Janeiro) deve atingir 26 milhões de toneladas de minério de ferro em 2009, mediante investimento de US$ 2,35 bilhões. Se tudo der certo, sobretudo a liberação de licenças ambientais, as obras seriam iniciadas ainda neste ano. Apesar do projeto ainda estar no papel, a empresa já tem contrato de venda com a Gulf Industrial Investment (GIIC), pelotizadora com sede no Oriente Médio, e uma trade japonesa que venderá o minério para a Ásia, inclusive para a China. Todo o complexo, que ainda envolve os Sistemas Corumbá e Amapá, deve atingir 38 milhões de toneladas a partir de 2011.

Entre os dados citados por Landim e que merecem a atenção dos acionistas ou futuros investidores estão:

- O valor de mercado da MMX, quando abriu o capital em meados do ano passado, era de US$ 900 milhões. Hoje, gira em torno de US$ 3,2 bilhões.

- A valorização das ações (MMXM3) chegou a115%, desde o IPO. Para Landim, isso já refletia credibilidade e, com o aval do Anglo American, que adquiriu 79% da empresa, a tendência é de uma valorização ainda maior.

- Landim estima Ebitda de US$ 1 bilhão nos primeiros anos de operação do Sistema Minas-Rio, o que garantiria o retorno do investimento em menos de três anos.

- O capital da LLX Logistics, empresa de logística que faz parte do conglomerado, deve abrir capital em 2008.

- As pesquisas, apesar de estarem voltadas para o minério de ferro, podem revelar a viabilidade econômica de outros minerais. Se comprovado, a MMX vai apostar no negócio. É por isso que o nome definido foi MMX Mineração e Metálicos.

- Eike é mesmo visionário. Para o porto há inúmeras possibilidades de negócios. Para os embarques de minério de ferro serão ocupados 300 hectares, mas a área total atinge 6 mil hectares.

O site da MMX, onde é possível encontrar muitas informações interessantes, é o http://www.mmx.com.br/.

AGENDA: A MMX vai divulgar os resultados do primeiro trimestre deste ano no próximo dia 15 e fazer uma teleconferência no dia 17.

Um comentário:

Unknown disse...

MPF PEDE A PARALISAÇÃO DAS OBRAS DE CONSTRUÇÃO DO MINERODUTO MINAS-RIO

Belo Horizonte. O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (MPF) ajuizou ação civil
pública perante a Justiça Federal em Belo Horizonte para impedir a
continuidade das obras de instalação do Mineroduto Minas-Rio. São réus,
na ação, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o Estado de
Minas Gerais, a MMX Minas-Rio Mineração e Logística Ltda, a Anglo
Ferrous Minas-Rio Mineração, a LLX Açu Operações Portuárias S/A, a LLX
Minas-Rio Logística Comercial Exportadora S/A e o Instituto Estadual do
Ambiente (INEA), do Rio de Janeiro.

O Mineroduto Minas-Rio é um empreendimento minerário composto por três
elementos: a mina, de onde será extraído o minério; o mineroduto
propriamente dito, com cerca de 500 km de extensão; e o porto de Açu,
construído especialmente para viabilizar a exportação do produto. A mina
está localizada em Minas Gerais, o porto no Rio de Janeiro. Ligando os
dois extremos, o mineroduto, que começa em território mineiro, no
Município de Conceição do Mato Dentro, e termina em território
fluminense, justamente no Porto de Açu, em São João da Barra/RJ.

Para o MPF, é óbvio que essas estruturas não existem de forma
independente; elas são indissociáveis, uma não funciona sem a outra. "No
entanto, o procedimento de licenciamento foi fragmentado. Apesar de ser
um empreendimento único, a mina vem sendo objeto de licenciamento pelo
Estado de Minas Gerais; o mineroduto foi licenciado pelo Ibama, como se
tal duto pudesse funcionar sem o minério que provém da mina, e,
finalmente, o Porto de Açu vem sendo licenciado pelo Estado do Rio,
através do Inea".

A fragmentação do empreendimento foi totalmente ilegal, sustenta o MPF.
Pedidos - O MPF pede que a Justiça conceda liminar determinando a
paralisação imediata de qualquer atividade de construção do Mineroduto
Minas-Rio e suspendendo os efeitos da licença prévia da Mina
Sapo-Ferrugem, das licenças prévia e de instalação do Mineroduto e das
licenças prévia e de instalação do Porto de Açu.

Pede ainda que, ao final da ação, seja decretada a nulidade dos
procedimentos de licenciamento e das licenças concedidas até o momento e
que seja declarada a atribuição do Ibama para realizar o licenciamento
do empreendimento, considerando-o como um todo único e indissolúvel
formado pelo conjunto Mina-Mineroduto-Porto.


Maria Célia Néri de Oliveira
Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal em Minas Gerais
Outras notícias sobre o MPF em Minas em www.prmg.mpf.gov.br