segunda-feira, 14 de maio de 2007

Separação da DaimlerChrysler volta a ameaçar Juiz de Fora

A DaimlerChrysler, detentora da marca Mercedes-Benz, confirmou nesta segunda-feira que pretende vender 80,1% da Chrysler para o grupo de private equity (fundo que compra participações em empresas) Cerberus Capital Management. A alemã Daimler comprou a Chrysler em 1998, por US$ 36 bilhões, mas não deu certo. O comunicado informou que em 2007 o lucro líquido da DaimlerChrysler será reduzido entre 3 bilhões de euros a 4 bilhões de euros, em média. A venda ocorre em meio à crescente insatisfação entre os acionistas do grupo sobre a performance financeira da Chrysler, em particular no supercompetitivo mercado norte-americano, onde a Ford e a General Motors também passam por dificuldades.

Esse fundo seria responsável por reorganizar as finanças da empresa. Pensando nisso, as medidas podem respingar em Juiz de Fora (Zona da Mata), onde está instalada a única montadora de automóveis e comercias leves da marca Mercedes-Benz no Brasil e que se apresenta como um verdadeiro elefante branco. Inaugurada em 1999, a produção anual da empresa nunca ultrapassou 10% de sua capacidade instalada: 70 mil veículos. No mês passado, o presidente da DaimlerChrysler, Gero Herrmann, se encontrou com o governador Aécio Neves, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, e garantiu a produção do Classe C Sports Coupé e a manutenção de 1,1 mil postos de trabalho. A previsão é de que sejam fabricados de 70 a 80 veículos por dia, que serão 100% destinado ao mercado externo. Isso mesmo. Produzir em Minas para exportar inclusive para a Europa e Estados Unidos.

Mesmo antes desta reestruturação, cogitou-se, por inúmeras vezes, o fechamento da planta, o que seria um enorme prejuízo para município, Estado e União, que concederam incentivos significativos para atrair a montadora, que ultrapassam a casa de R$ 1 bilhão.

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