quarta-feira, 16 de maio de 2007

Acesita bate recordes e planeja expansão

A Acesita, maior fabricante de aço inoxidável da América Latina e controlada pelo grupo Arcelor Mittal, está desenvolvendo um plano estratégico para os próximos 10 anos para a expansão da siderúrgica, instalada em Timóteo (Vale do Aço). Os estudos estão em andamento e serão divulgados provavelmente ainda no primeiro trimestre deste ano, conforme o novo diretor de Relações com Investidores (RI) da empresa, Guy Lucien Broutechoux, durante o detalhamento do desempenho do primeiro trimestre para a imprensa, na sede da empresa, em Belo Horizonte.

"O contexto é favorável pela crescente demanda do mercado, elevação dos preços do níquel e desempenho da Acesita", ressaltou Broutechoux. Apesar do projeto não ser revelado, ele descartou a possibilidade de construção de uma nova planta fabril. "Temos condições de crescer dentro da própria fábrica, com adaptações. A grande vantagem é que somos flexíveis. Se cresce a demanda por aços elétricos, podemos reduzir o aço carbono", exemplificou o diretor.

A planta opera no limite de sua capacidade instalada, de aproximadamente 780 mil toneladas por ano. Broutechoux estima que o mercado interno, para onde são destinados 70% da produção, deverá crescer 7% em 2007 sobre 2006 e continuar seguindo, pelo menos, a tendência de duas vezes e meia o crescimento da economia brasileira. Também está previsto o enfraquecimento do mercado externo, em virtude dos estoques.
Dentro da estratégia ainda figura, segundo o RI, aumento do portifólio de produtos e das atividades de distribuição e transformação, além de reforçar a posição de liderança, com redução dos custos em 30% nos próximos quatro anos.

Resultado – A Acesita apresentou um lucro líquido de R$ 224,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, um salto de 78,4% ante o mesmo período do ano passado, quando foram apurados R$ 125,8 milhões. O montante quase equiparou-se ao registrado no primeiro semestre de 2006: R$ 238,6 milhões. O primeiro lucro verificado pela companhia foi em 2004.

Já a receita operacional atingiu o recorde de R$ 1,092 bilhão de janeiro a março de 2007, uma alta de 56,9% sobre igual intervalo do exercício anterior (R$ 695,9 milhões). Na mesma base de comparação, o Ebtida (geração de caixa) foi de R$ 311,1 milhões, o que representou uma expansão de 95% (R$ 159,5 milhões. "Nunca foi tão alto", comemorou Broutechoux.

O resultado foi puxado pela valorização do preço do níquel. Conforme levantamento da siderúrgica, a média mensal do preço no mercado interno passou de US$ 14,5 mil toneladas em janeiro de 2005 para US$ 46,3 mil toneladas em março de 2007 e já atingiu US$ 54,2 mil toneladas neste mês. O níquel representa 37,8% do custo de produto do aço. Outro destaque do trimestre foi o aumento da demanda por aços elétricos, utilizados principalmente pelo setor energético, na fabricação de transformadores, motores e reatores.

Do total das vendas (184 mil toneladas no acumulado dos primeiros três meses de 2007), os aços inoxidáveis representam 76%, seguidos dos aços siliciosos (16%), carbono/ligados (4%) e outros (4%).

A dívida bruta da Acesita passou de R$ 669 milhões no primeiro trimestre de 2006 para R$ 427 milhões no mesmo período do exercício corrente e o valor da empresa, em igual base de comparação, o valor da empresa subiu de R$ 4,077 bilhões para R$ 5,536 bilhões. De janeiro a março a siderúrgica investiu R$ 44,1 milhões, do total de R$ 263,4 milhões previstos para 2007, na produção de aços siliciosos e de novas espessuras e larguras dos aços inoxidáveis.

Para mais informações acesse http://www.acesita.com.br/port/investidores/index.asp.

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