O Telecheque, empresa de concessão de crédito, realizou uma pesquisa, apontando que o descontrole financeiro é o principal motivo para cair na inadimplência. De um universo de 1.355 consumidores que tinham restrições de crédito entre julho e agosto deste ano, 55% disseram que o descontrole é a razão para estarem na condição de inadimplente. O resultado mostrou ainda o aumento na falta de controle dos gastos em comparação com 2006, quando a resposta foi de 42%.
Em seguida, figuram na lista das causas para inadimplência o empréstimo do nome para terceiros (12%), o desemprego (7%), problemas de acidente ou doença na família (6%), além de atraso salarial (4%). Isso mostra claramente que o consumidor precisa se reeducar financeiramente e, sobretudo, criar reservas para imprevistos.
Uma curiosidade da pesquisa do Telecheque: Os consumidores com faixa salarial entre R$ 700 e R$ 1.050 formam a principal faixa de inadimplência, correspondendo a 23% do total de endividados. Os homens aparecem na pesquisa entre os mais endividados (53%).
"Dinheiro na mão é vendaval"
Bem na verdade estamos diante de uma combinação perigosa, nova na realidade econômica brasileira. Há excesso de crédito no mercado, porém, juro bancário ainda muito alto. Essa fórmula, muito boa para o sistema financeiro, pode ser uma armadilha para você. Há todo momento bancos e financeiras ligam ou mandam correspondência para sua casa, te abordam nos sinais de trânsito, etc. E, se você não for resistente, cai nessa cilada, já que as ofertas, de fato, são bem interessantes.
Para tomar crédito de forma a não comprometer seu bem-estar, há alguns cuidados que devem ser observados segundo estudiosos do tema. Primeiro faça as contas: as prestações de uma família não podem ultrapassar 30% de sua receita. Qualquer percentual acima disso já é um sinal perigoso. Depois, responda às perguntas antes de tomar o crédito:
1. Como eu vou pagar a prestação se amanhã perder o emprego?
2. Se somadas as outras prestações que eu já tenho, quanto do meu salário está comprometido com dívidas?
3. Como fica a minha vida se eu adiar esta compra?