Outro dia, conferindo meu extrato, vi que o Banco do Brasil cobrava R$ 30 por um pacote de serviços. Procurei a agência, e o “solicito” atendente me disse que o pacote se resumia praticamente em enviar extratos pelo correio. Eu expliquei a ele que eu confiro meus dados pela internet e receber as correspondências era inútil. Em uma simples operação, o “serviço” foi cancelado. Pode parecer pouco, mas se juntar com todas as outras taxas e somar isso ano pós ano a diferença pode ser significativa. Depois, parei para pensar: quanta gente nem sabe disso e, como eu, contribuiu para o crescimento do lucro dos bancos?
Procurei saber a respeito e não é à toa que as receitas de prestação de serviço dos bancos, que incluem as tarifas bancárias, já ultrapassaram os ganhos dos bancos com títulos públicos - remunerados pela taxa básica de juros. Levantamento feito pela agência de classificação de risco Austin Rating mostra que a participação dos serviços atingiu 19,7% do total de receitas das instituições financeiras, ante 19,1% de títulos e valores mobiliários. Com isso, os serviços transformaram-se na segunda principal fonte de recursos dos bancos, atrás apenas das receitas de crédito, que respondem por 47,6% do total.