sábado, 15 de dezembro de 2007

CPMF

O ministro Guido Mantega declarou que as metas fiscais estão mantidas, mesmo com a perda da CPMF. O mercado escutou as declarações, mas ficou com o pé atrás. Vai esperar para ver se a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), uma dos principais indicadores sobre a estabilidade econômica, continuará caindo. A DLSP, que equivalia a 47% do PIB em 2004, corresponde hoje a 43%.

Enquanto a sinalização de queda não é demonstrada, a bolsa cai, o real desvaloriza e os juros aumentam. Isso porque com menor receita, acredita-se que o governo terá que cortar gastos. Em quê? Ainda não se sabe. Particularmente, espero mesmo que não reduza o superávit primário e corte o pagamento dos juros da dívida. O ideal seria enxugar os gastos com a máquina pública e não com investimentos, mesmo porque o governo registra recordes de arrecadação a cada mês.

Não dá para negar: estou adorando o fato de não pagar mais CPMF em movimentações financeiras. O erro foi o governo não ter se preparado para garantir sua saúde financeira sem a contribuição (e não imposto), ainda mais provisória.

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