domingo, 2 de dezembro de 2007

Analistas recomendam ações do Banco do Brasil

O investidor tem até o dia 11 para comprar ações do Banco do Brasil. Em uma oferta secundária, voltada sobretudo para o varejo (com até 80% dos papéis endereçados para pessoa física), foram colocadas à venda 87,217 milhões de ações ON pertencentes a BNDESPar e Caixa de Previdência dos funcionários do Banco do Brasil (Previ).

O candidato às ações poderá comprá-las por intermédio de uma corretora, em aquisições a partir de R$ 1 mil, ou por meio de fundos de ações, que aceitarão aplicações a partir de R$ 200,00. As carteiras serão especialmente estruturadas para a operação e distribuídas pela rede bancária, a exemplo das edições do fundo Papéis Índice Brasil Bovespa (PIBB) e das ofertas de Vale do Rio Doce e Petrobras, com recursos do FGTS. O próprio BB, assim como outros bancos, já têm fundos específicos registrados na na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Considerando-se uma taxa de administração de 1,5% ao ano e o imposto de renda, aplicar nos fundos compensa para investimentos de até R$ 3 mil. Acima disso, a aquisição direta seria mais vantajosa. Esses valores são apenas estimativas e a despesa final do investidor dependerá da política de tarifa de cada corretora ou administrador. Vale lembrar que para vendas de ações em volume inferior a R$ 20 mil ao mês não há, para a pessoa física, incidência do IR e nem cobrança da CPMF. Já nos fundos, o IR equivale a 15% do rendimento na data do resgate, sem CPMF apenas para quem transfere os recursos da conta investimento.

Quem comprou as ações do Banco do Brasil em junho do ano passado está hoje com o sorriso de orelha a orelha. Em menos de um ano e meio, os papéis subiram 79%, oferecendo aos investidores ganhos acima dos registrados pelo Ibovespa. E ainda há mais espaço para valorização, segundo os especialistas.


Entre os papéis do setor bancário listados no Ibovespa, o BB é o que sobe mais no ano, 38,6%, embora ainda perca para o índice, 39,8%.
Pela base de dados da Thomson One Analytics, das 12 corretoras que cobrem as ações, 11 indicam compra. Na média, o preço alvo é de R$ 36,65, ante os R$ 28,80 atuais, em razão da expansão do crédito e da melhora dos índices de eficiência. Nos primeiros nove meses do ano, o banco obteve um retorno sobre o patrimônio de 31,7%, acima de Bradesco (20,5%), Itaú (18,6%) e Unibanco (16,3%).

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