quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Você faz parte da elite brasileira?

Dinheiro traz felicidade? Pesquisa realizada pelo professor de Marketing da FGV e diretor do Instituto de Pesquisa IP2 Outsourcing, Marcelo Peruzzo, conclui que sim. Ele apurou que 91% da elite se consideram felizes e que quanto mais dinheiro, mais felicidade. “Desde que o dinheiro seja de origem ética, o desejo de acumulá-lo não deve ser visto como algo negativo. O dinheiro é a recompensa de quando você é qualificado e da habilidade de mostrar essa qualificação aos outros”, avaliou.

De acordo com Peruzzo, a elite brasileira representa apenas 6% da população brasileira (algo em torno de 11milhões de pessoas) faz parte das classes A1 e A2 (famílias com renda superior a R$ 6.563,73).

Características da elite:

- Atividade profissional: 80% dos entrevistados se consideram satisfeitos e 60% da amostra afirma ter um ótimo ou bom relacionamento com seus chefes.
- Função: 59% dizem cumprir papéis ao mesmo tempo estratégicos e operacionais, 28% consideram apenas estratégica e 13% se intitulam profissionais somente operacionais. “Quanto mais operacional é o trabalho, mais reduzidas são as chances de riqueza”, destacou Peruzzo.
- O empreendedorismo é o caminho mais curto para o sucesso: 25% pensam em ter empresa própria; 21% afirmam que terão empresa; 33% já a possuem; e outros 21% estão satisfeitos trabalhando como empregados.
- Política: Apenas 7% dela anseia ter um cargo político no futuro.
- Responsabilidade social: 90% dos integrantes da elite praticam ou já praticaram ações de responsabilidade social.
- Fé: 95% acreditam em uma força superior.
- Grau de formação acadêmica: 64% possuem especialização; 24%, graduação; 7%, mestrado; 3,5%, ensino médio; 1%, doutorado; e menos de 1%, apenas o ensino fundamental.
- Livros lidos por ano: 2 a 5 – 45%; 5 a 10 – 33%; mais de 10 – 15%; 1 – 7%.
- Empregabilidade: Apenas 7% da elite está atualmente desempregada (o percentual de desemprego no Brasil gira em torno de 8,5%).

Os dados nos quais se baseou o estudo foram coletados com 526 pessoas de todas as regiões do País, pertencentes a essas classes. A partir de entrevistas feitas pessoalmente, por telefone e por e-mail, produziu-se uma pesquisa cuja margem de erro é de 2%. Dos indivíduos que responderam ao estudo, 66% eram homens e 34%, mulheres. Todos eles foram consultados entre os dias 1º e 30 de novembro de 2007.

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