segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Mineiros pagam a segunda maior tarifa de energia do Brasil

Pesquisa realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostrou que, no Brasil, a diferença no valor da tarifa de energia elétrica residencial chega a 76,23%. A tarifa cobrada em Minas Gerais, pela Cemig, é a segunda maior do país.

Enquanto a menor cobrança, efetuada pela Eletropaulo, chega a R$ 0,24606 KW/h, na Enersul, o valor atinge R$ 0,43364 KW/h. Isso deixa claro como a definição tarifária está completamente dissociada da realidade econômica e social das regiões. A justificativa para as altas tarifas sempre foi a dispersão dos consumidores. Tudo bem! Os gastos das companhias que atuam em áreas com essa característica realmente são maiores. Mas, também não é justo, o consumidor pagar por essa discrepância. A equalização deveria ser feita, de alguma outra forma, pela agência reguladora do setor, no caso a Aneel.

Nos últimos dez anos, a tarifa média total de energia elétrica, no Brasil, aumentou 205,29%. O valor médio do MW/h passou de R$ 82,16, em 1997, para R$ 250,83, em 2006. Na classe residencial, a alta correspondeu a 146,17%, para R$ 294,91.

O indexador usado para realizar os reajustes pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) é o IGP-M da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o qual, segundo o Dieese, teve o maior aumento no período de 1997 a 2006, de 9,91%, superando o ICV-Dieese (6,95%), INPC-IBGE (6,85%) e o IPCA-IBGE (6,73%).

Veja abaixo o valor das tarifas residenciais mais caras válidas até 2008:

Concessionária

Área de atuação

Tarifa residencial (R$/KWh)

Enersul

Mato Grosso do Sul

0,43364

Cemig

Minas Gerais

0,43315

Celtins

Tocantins

0,42854

Cataguazes Leopoldina

parte de Minas Gerais

0,41928

Cemar (Interligado)

Maranhão

0,7708

Fonte: Dieese

Nenhum comentário: