segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Qual empresa, setor ou ação escolher para o meu perfil de investidor?

A economista Mônica Araújo, economista com MBA Executivo em Finanças pelo IBMEC e analista da Ativa Corretora, montou uma carteira de investimentos para cada perfil de investidor:

Iniciante: Petrobras (PETRO3), Vale do Rio Doce (VALE3), Bradesco (BBDC3) e Lojas Americanas (LAME3).
Moderado: Telesp (TLPP3), Ambev (AMBV3), Gerdau (GGBR3), Petrobras (PETRO3) e Vale do Rio Doce (VALE3).
Arrojado: Usiminas (USFM3), Datasul (DSUL3), OHL (OHLB3) e Equatorial (EQUTL3).

Segundo Mônica Araújo, em palestra proferida durante a Expo Money, há pontos fundamentais a serem observados antes de montar a carteira de ações. O primeiro é ter um horizonte de médio e longo prazo e consciência que durante esse prazo acontecem oscilações, positivas e negativas. O segundo é a diversificação. Aplicar todo o seu recurso em um único ativo é extremamente perigoso. Para uma boa carteira, o ideal é acompanhar de 3 a 5 papéis de diferentes setores.

A análise dos ativos por setor, conforme Mônica, envolve todo o cenário internacional e principalmente o brasileiro, com relação aos aspectos macroeconômicos. A partir desse cenário são traçadas as expectativas para determinado setor ou empresa. Essas expectativas são indicações que localizam os setores que mais irão se beneficiar. Também são consideradas as valorizações e desvalorizações das companhias e as conjunturas macro de renda, infra-estrutura e todos os fatores importantes nos setores e suas influências na economia brasileira com um todo.

A partir do cenário traçado são identificados os setores e as empresas que poderiam desenvolver as melhores performances. Definidas as empresas com potencial e diferencial no mercado, é iniciada a avaliação mais detalhada de cada empresa. Isso envolve métodos que avaliam fluxo de caixa, prática contábil, premissas das estruturas patrimoniais e as demonstrações de resultados. A partir disso, as projeções que variam de 5 a 10 anos são feitas. Dessa avaliação chega-se a um preço justo que deveria operar no mercado, num determinado período, geralmente nos próximos 12 meses.

Com essa comparação de preço da empresa no mercado, chamado de Up Side e Dow Side, á avaliado o potencial de crescimento nas suas ações, refletido justamente na estrutura que a companhia tem hoje e que se espera que ela tenha no futuro. Isso define a escolha dos papéis, os que estão aptos e que tem os melhores indicadores.

A especialista destaca alguns setores interessantes para se ter na carteira: bancos, consumo, commodities, tecnologia e energia. Já o investidor que busca papéis com boas políticas de dividendos o setor elétrico, é um dos mais interessantes. Na opinião de Mônica, mesmo seguindo todos os passos, o investidor deve sempre procurar a ajuda de um profissional para orientação e suporte.

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