Lendo alguns livros de Kiyosaki, da série Pai Rico Pai Pobre, acho que todos devem parar para pensar um pouco em sua realidade, seus hábitos, seus desejos e quais as metas para conquista-los. Pode parecer simples, mas tente colocar no papel para você ver.
Kiyosaki faz questão de frisar que nos planos de aposentadoria da Era da Informação, os empregados são os responsáveis por sua aposentadoria. Ao contrário da Era Industrial, onde muitos ainda acreditam que estamos, na qual a empresa ou o governo tomava conta de suas necessidades financeiras quando seus dias de trabalho chegavam ao fim.
É importante destacar qual é a sua noção de aposentadoria. No Brasil, aposentado é justamente aquele que se beneficia dos direitos exclusivos da categoria, um indivíduo que precisa ter o tempo mínimo de contribuição à Previdência Social e ainda atingir uma idade mínima. E, aqui, o fato de ser aposentado não livra a pessoa da necessidade de trabalhar para sustentar o lar. Uma minoria – e eu me dou o luxo de estar incluída nela – usa o termo aposentado para aqueles que podem deixar de trabalhar.
“Não há ninguém no seu caminho, a não ser você e suas dúvidas a seu próprio respeito. Continuar o mesmo é fácil. Não mudar é fácil. A maioria das pessoas escolhe continuar as mesmas por toda a vida. Se cuidar de sua dúvida pessoal e de sua preguiça, você encontrará a porta para a liberdade”, diz Kiyosaki. Para isso, ele destaca que é preciso aumentar as habilidades em três quesitos principais: em negócios (não se trata de empresa, mas a que você se dedica), em gerenciamento de dinheiro e em investimentos.
E tudo isso, segundo Kiyosaki, envolve paixão – uma combinação de amor e ódio. “A menos que alguém tenha paixão por algo, é difícil realizar qualquer coisa. (...) Se deseja algo, descubra porque você ama o que deseja e porque odeia não ter o que deseja. Quando combinar estes dois pensamentos, você encontrará energia para sair da cadeira”, escreveu. É importante frisar que esse algo não é somente bens materiais. Muito pelo contrário, tem a ver com ser livre, querer passar mais tempo com os filhos que no trabalho, poder delegar o que não gosta de fazer para outras pessoas, conhecer o mundo, etc.
Para isso, Kiyosaki propõe um exercício: fazer uma lista de amores e outra de ódios e colocar no papel os porquês. “Escreva seus sonhos, metas e planos de como se tornar financeiramente livre, aposentar-se cedo e o mais jovem possível. Assim que tudo tiver no papel, pode ser que queira mostrar para um amigo que o apóie na realização de seus sonhos. Regularmente, dê uma olhada neste papel e fale sobre os planos com freqüência, peça apoio, esteja disposta a aprender constantemente e, antes que você perceba, as coisas começarão a acontecer”, diz.
Para ajudar, exclua de seu vocabulário as expressões “Não posso” e “Isso é impossível”. Aliás, é isso que difere as versões do Pai Rico e Pai Pobre, criadas por Kiyosaki. “Pai Rico tinha a capacidade para mudar, controlar e expandir sua realidade constantemente. E, como podia fazer isso, ele ficou cada vez mais rico enquanto trabalhava cada vez menos. Meu Pai Pobre, por outro lado, escolheu viver dentro de sua realidade. Ele vivia num mundo que pensava que era a única realidade possível para ele. Foi por isso que trabalhou cada vez mais duro e aposentou pobre. (...) Em vez de modificar a sua realidade, ficava dizendo coisas como “Não posso”, “Nunca serei rico” e “Não estou interessado em dinheiro”. Se você quiser se aposentar jovem e rico, pode ser que precise modificar e expandir sua realidade e fazer disso um hábito”.
Fica aí, então, essa sugestão de reflexão. Pode ser que isso mude a sua visão sobre todos os investimentos dos quais já falamos aqui no blog.