sábado, 24 de novembro de 2007

Empresário mineiro mais propenso a abrir capital

Pelo menos cinco empresas do Estado devem abrir capital em 2008, conforme apontou o estudo "Gestão, Governança e Mercado de Capitais - Perspectivas das Empresas Mineiras", realizado pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Fundação Dom Cabral (FDC) e Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O levantamento, divulgado ontem na sede da Fiemg em Belo Horizonte, mostrou que 42 das 70 empresas mineiras que responderam à pesquisa estariam aptas a ingressar no mercado de ações.

Os nomes das empresas não foram revelados. O mercado especula que entre elas estariam o Banco Bonsucesso, MRS Logística, Ricardo Eletro, AleSat, Magnesita e Santa Bárbara Engenharia. Participaram do evento as construtoras Premo, Paranasa, grupos Saffran, Embaré, Delp Engenharia, Nansen Instrumentos de Precisão, Líder Táxi Aéreo e Drogaria Araújo.

Atualmente, apenas 29 das 446 companhias listadas na Bovespa são de Minas Gerais. O presidente da Fiemg, Robson Braga de Andrade, acredita que o Estado deve representar 10% do mercado de capitais brasileiro. Na opinião dele, a bolsa é uma ótima oportunidade de alavancar o crescimento de empresas. Os desafios aqui são falta de informações e problemas quanto à perda de controle e das decisões, compatilhamento de informações e gestão.

Cinco empresas em um ano pode parecer pouco. Entretanto, conforme frisou uma das coordenadoras da pesquisa, a professora da FDC Virgínia de Oliveira, de 2004 até o momento somente quatro empresas de Minas abriram capital - Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), MRV Engenharia, Construtora Tenda e Kroton Educacional (rede Pitágoras).

Um dos motivos desse "adiamento" seria, na opinião de Virgínia de Oliveira, o peculiar conservadorismo do empresariado mineiro. Ela disse que os empresários esperaram para ver o que aconteceira com aquelas que abriram capital. Como o resultado foi muito positivo, as perspectivas de abertura também são boas. A coordenadora ressaltou ainda que o ambiente macroeconômico é favorável. "A economia brasileira é estável, há muito dinheiro circulando no mercado internacional e a demanda mundial é crescente", destacou durante a apresentação da pesquisa
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