domingo, 24 de fevereiro de 2008

Bovespa + BM&F = segunda maior bolsa das Américas

Caso a fusão entre a Bovespa e a BM&F se confirme, a bolsa resultante será a segunda maior das Américas, à frente até mesmo da Bolsa de Nova York, segundo cálculos da Economática. A maior bolsa do continente, em valor de mercado, é a Mercantil de Chicago (CME).

A Bovespa e a BM&F abriram o capital no segundo semestre de 2007 e foram algumas das companhias que mais perderam com a turbulência global. Além do vaivém dos mercados, sofreram com a decisão do governo de elevar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do setor financeiro.

A Bovespa debutou no pregão da bolsa paulista em outubro, com ações cotadas por R$ 23. Em 23 de janeiro, os papéis chegaram ao fundo do poço: R$ 21,80. A BM&F iniciou seus negócios em pregão no fim de novembro, com as papéis valendo R$ 20. Também em 23 de janeiro, bateram em R$ 13,80. O valor de mercado combinado da Bolsa brasileira, levando-se em conta as cotações de ontem, alcançaria US$ 20,3 bilhões.

Segundo fontes do mercado, a instituição se situaria entre as cinco maiores do mundo. A transação também ocuparia lugar de destaque no ranking brasileiro das maiores fusões e aquisições de todos os tempos.

(Com Estado de São Paulo)

Cautela

O "surpreendentemente fraco" índice de atividade regional divulgado na semana que passou pelo Federal Reserve indica que os EUA poderão sofrer uma recessão tão intensa quanto a de 1990, muito pior do que a de 2001, segundo avaliação da Merrill Lynch. Essa não foi a primeira notícia que assustou os investidores brasileiros. A crise norte-americana está trazendo bastante incertezas para quem se acostumou, ao longo dos últimos cinco anos, a ganhar sempre na bolsa. Em janeiro, mês de expectativas para muitos investidores iniciantes, a Bovespa fechou com perda de 7%. No entanto, apesar dos pesares, a bolsa ainda está em primeiro lugar na listas dos investimentos mais rentáveis. Ou seja, a bolsa não vai registrar em 2008 melhor desempenho que o verificado nos anos anteriores, mas ainda é uma das (se não for a melhor) formas de fazer o seu dinheiro render. A recomendação dos especialistas é somente que o investidor corra menos risco.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Mulheres x aposentadoria

Até pouco tempo a instabilidade econômica e os altos índices de inflação impediam as pessoas de fazerem um planejamento financeiro de longo prazo. O cenário brasileiro mudou, mas a cultura da população nem tanto. Pensar na aposentadoria enquanto jovem ainda é algo considerado bem precoce, apesar de ser cada vez mais fundamental. No entanto, muitos começam a rever conceitos, principalmente as mulheres, segundo levantamento do BrasilPrev.

A instituição apurou que cresceu significativamente o número de mulheres que contribuem com a previdência privada. Em 2001, elas representavam 37% da base de clientes. Em 2007, atingiram 41%. O interessante é que quase a metade deste grupo tem até 30 anos e que 31% também fazem previdência privada para os filhos. Este é um dado bastante interessante, uma vez que confirma a consolidação de uma nova geração de investidores.

Aquela mulher que abria a mão do futuro para atender a atual demanda da família, um erro muito comum não só do brasileiro, começa a desaparecer. Não que ela tenha deixado filhos e marido de lado. É que agora a mulher contemporânea faz planejamento para conquistar todos os seus desejos e ser feliz da juventude à velhice.

Em ano de cautela, analistas sugerem papéis de empresas sólidas. Vale é uma indicação praticamente unânime.

Passada a percepção exacerbada de riso e consolidado um cenário mais claro para ao longo de 2008, os fundamentos das empresas voltam a ser avaliados. Mesmo assim, a cautela não deve ser descartada. Os analistas frisam que é bom evitar ativos de risco, mesmo que possuam grande potencial de valorização. Eles sugerem investimentos em papéis de empresas sólidas, que no médio e longo prazo devem voltar a se valorizar. Entre as indicações, destaca-se a Vale.

Algumas informações divulgadas recentemente são bastante interessantes para o investidor que quer comprar ações da mineradora.

A Vale é líder mundial em geração de valor ao acionista, segundo a pesquisa The 2007 Value Creators Report , realizada anualmente pelo Boston Consulting Group, e que avalia o desempenho de 5000 empresas consideradas large-caps (com valor de mercado superior a US$ 50 bilhões) em 44 países. Entre 2002 e 2006, a mineradora brasileira teve um retorno médio de 54,6% ao ano no período, conquistando o primeiro lugar no ranking, ficando à frente de gigantes globais como: América Móvil (México); Apple e Boeing (EUA); Toyota, (Japão); BAT, (Reino Unido), além de BHP Billiton e Anglo American.

Já um estudo elaborado pela área de Relações com Investidores da Vale mostra que entre 2002 e 2007, a Vale também foi a empresa que mais gerou valor ao acionista:


Importante frisar ainda que a Vale foi a empresa estrangeira preferida pelos investidores de Wall Street em 2007. O ranking da negociação média diária de ADRs no ano passado mostra que a mineradora brasileira ficou em primeiro lugar, seguida pela Petrobras.


domingo, 10 de fevereiro de 2008

Jovens estressados

Pesquisa realizada pelo Hospital do Coração de São Paulo, com 441 executivos entre 20 e 30 anos, constatou que 59% deles estão com alto índice de estresse. Já dos pacientes de 30 a 40 anos, o índice é de 45%.

O motivo não é nenhuma grande novidade: é o estilo de vida. Do total, 60% têm dificuldade em realizar atividade física regular e outros 87% em ter uma atividade de lazer.

A pesquisa também apontou a relação do estresse com as características da personalidade desse jovem executivo. 20% dos entrevistados disseram que possuem conflitos familiares e alteração significativa do humor, como ansiedade, irritabilidade e depressão. Outros dados interessantes: 82% possuem indicação para psicoterapia, mas apenas 21% a realizam, e 29% possuem prejuízo na qualidade do sono.

Com essa pesquisa lembrei-me de um pensamento, tenho quase certeza que é do Dalai Lama, que diz mais ou menos o seguinte: É difícil entender o homem... Ele gasta toda a sua saúde para ganhar dinheiro e, no fim da vida, gasta todo o seu dinheiro para ter saúde. Por isso, jovens estressados, é bom repensar a rotina!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Francisco Barbosa, da Magliano S/A, não vê fundamentos para uma crise nos Estados Unidos

Em artigo preparado para apresentação na Apimec-MG, Barbosa disse que “espera desativação fraca, pouca expressiva, e de curta duração, como costuma acontecer”.

O analista levantou um ponto interessante. “Os EUA viveram superaquecimento entre 1995 e começo de 2002. Nesse período, o Sudeste Asiático, a Alemanha, a Rússia e o Japão estiveram em crise, a Argentina esteve péssima e o Brasil esteve mal. Não houve nenhuma contaminação desses países e região pelo boom norte-americano. No mesmo período, a China, cercada de países em crise, cresceu a taxas elevadas”.

Há outro ponto a ser levado, e muito, em consideração. De acordo com Barbosa, o setor imobiliário participa com 6% do PIB norte-americano. O setor de serviços, mais de 60%, dos quais uma parte refere-se ao setor financeiro. Por isso, conforme o analista, é difícil imaginar que 10%, ou pouco mais, possam contaminar os 90% restantes, ou pouco menos, da economia dos EUA inteira.

“É interessante que o setor imobiliário norte-americano aqueceu-se desde o começo dos anos 2000 e não concorreu para a aceleração do crescimento do país desde então, em especial no início. Por que é capaz de motivar recessão quando em crise?”, observou.

Por esses e outros fatores, Barbosa ressalta que apenas o enorme pessimismo amplamente disseminado desde meados de 2007 justificará desaceleração ou eventual recessão, em 2008. A expectativa negativa, para ele, tem o poder de influir muito na evolução da macroeconomia, pelo menos em curto prazo.

Um questionamento de Barbosa que vale a pena registrar: “Por que não imaginarmos a economia mundial, pela boa performance que vem apresentando, contaminar a economia dos EUA, e ajuda-la a evitar sua crise? Afinal, a economia mundial é tão importante quanto e a desvalorização do dólar estará atuando neste sentido”, ponderou.

Esta é uma avaliação que contrapõe o que muitos analistas vêm afirmando. É sempre bom comparar pontos de vistas. Eu, particularmente, acredito em impacto negativo sim, mas que apenas vai impedir que a economia brasileira cresça ainda mais. Isso em razão dos fundamentos da economia (há liquidez, expansão do crédito, aumento dos investimentos, geração de emprego, renda e da confiança do consumidor). Além disso, pesquisas têm apontado que a inadimplência não deu nenhum grande salto assustador. Os pontos negativos são os gastos exacerbados do governo com a própria máquina pública, taxa de câmbio e juros ainda altos – nada do que não estejamos acostumados. Infelizmente!


domingo, 27 de janeiro de 2008

Falando do Plano Verão... Quem tinha poupança em janeiro de 1989 tem dinheiro a receber!

Apesar de todas as críticas (postagem anterior), o entendimento dos tribunais até o momento é de que as pessoas que tinham poupança entre os dias 1º e 15 de janeiro de 1989, com aniversário entre 1º e 15 de fevereiro, podem reclamar uma diferença de 20,46% sobre o saldo da poupança. O prazo para entrar na Justiça e reclamar essas perdas termina em dezembro deste ano.

O primeiro passo para reaver o dinheiro é pegar os extratos bancários na instituição financeira onde se tinha conta na época. Depois, é preciso entrar com uma ação na Justiça reclamando o dinheiro.

Se os valores atualizados não ultrapassarem 20 salários mínimos (R$ 7.600), é possível ingressar com ação junto ao Juizado Especial Cível sem a ajuda de advogado. Nas ações contra a Caixa Econômica Federal (CEF), o poupador deve procurar o Juizado Especial Federal, o que pode ser feito sem advogado para causas até 60 salários mínimos (R$ 22.800).

Uma opção para quem vai entrar na Justiça por conta própria é pegar uma cópia das decisões favoráveis obtidas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Em meio à crise inflacionária da década de 1980, o governo editou uma lei que modificava o índice de rendimento da caderneta, em 16 de janeiro de 1989. A partir dessa data, ficou definido que a remuneração seria feita pela LTF, em vez do Índice de Preços ao Consumidor. Assim, os investimentos deveriam render, até a edição da nova lei, pelo IPC. Passado esse prazo, os ganhos deveriam ser contados com base no novo indexador.

Porém, os bancos aplicaram o rendimento de todo mês com base na LTF. Ocorre que, em janeiro daquele ano, as variações foram de, respectivamente, 42,72% e 22,35%. Então, a restituição deve ser de 20,46% do valor aplicado à época. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) estima que as perdas podem somar R$ 22 bilhões.

Jornalista é demitida por criticar governo e bancos

Recebi esse vídeo referente ao comentário da jornalista da TV Cultura, Salete Lemos. Ela critica o abuso que os bancos, e o próprio governo federal, comentem contra o consumidor. O e-mail diz que, por causa dessa crítica que foi ao ar recentemente, a comentarista teria sido demitida. Cada vez mais tenho a convicção de que a censura à imprensa - seja do governo de Minas, da União e de grandes conglomerados capitalistas - priva a população de ter conhecimento sobre a real situação que atravessamos e, por isso, a impede de agir e exercer os seus próprios direitos. É a ditadura mascarada!


A crise norte-americana vai ou não vai afetar o mercado de capitais brasileiro?

Para responder essa pergunta, a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais Minas Gerais (Apimec-MG) promoverá na próxima terça-feira (29) o seminário "A Conjuntura Americana e o Contágio nas Economias Mundial e Brasileira". É uma ótima oportunidade de discutir o futuro do desempenho dos papéis negociados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Para tirar dúvidas de como participar do encontro, que é gratuito, é só ligar para a Apimec-MG, no telefone 3213-0693.

Para recompor forças e iniciar uma semana que promete... fotos da praia de Itapuã (Salvador, BA). Estive lá na semana que passou!



segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

O potencial das ações mais indicados para 2008

Diante do cenário de instabilidade econômica mundial, investidores se perguntam se ainda há fôlego para ganhos, como os registrados nos últimos cinco anos. A desvalorização da Bovespa já soma 10,7%. Mesmo assim, é consenso entre os analistas escutados pela Exame que ações continuam sendo ótimas opções de investimento no longo prazo. Eles frisam, apenas, que o investidor terá de ter muito mais sangue frio daqui pra frente. A revista consultou 15 corretoras, que destacaram as ações com melhores expectativas para 2008. Estão aí:


Resposta ao leitor

O Fernando perguntou se as informações encontradas na internet são suficientes para ingressar no mercado de ações ou se é melhor fazer um curso.

Respondendo... Eu acho que fazer um curso é muito bom. Se você já fez uma boa leitura e tem certeza de que entendeu o recado pule os cursos "introdução... mercado de ações ... bolsa de valores, etc". No entanto, para ter domínio é interessante fazer os de análises fundamentalista e técnica. Daí, você vai ter mais segurança para investir o seu dinheiro. Os conteúdos dos cursos oferecidos são bem parecidos e há boas instituições de ensino: PUC, CMA, XPE e Apimec. Por isso, é bom comparar os preços.

Nunca deixe de usar a internet. Além de saber como investir, é importantíssimo acompanhar o desempenho das empresas das quais você comprou ações. Aliás, não só delas. É aconselhável acompanhar setores para ver se eles não são mais promissores que aqueles em que você dedica a maior parte de sua carteira. Entre no site das empresas e procure o link "Relações
com Investidores". Lá há dados preciosos, que muitas vezes passam despercebidos.

Se você está começando agora e a grana não é muita, procure saber mais sobre os papéis do tesouro, os fundos de investimentos e CDBs de seu banco, além de clubes de investimentos em corretoras. Fique de olho não só nos rendimentos, como em taxas e impostos também. Esse é um bom começo!