segunda-feira, 30 de abril de 2007

Minas Gerais: Mercado financeiro?

Minas Gerais já foi um dos principais centros financeiros do país. Ao longo dos anos, muitas instituições transferiram suas sedes para São Paulo e Rio de Janeiro e outras foram incorporadas por conglomerados. Hoje, o setor bancário mineiro conta somente com bancos de pequeno e médio portes, que podem atravessar mais uma fase de aquisições e fusões, assim como diferentes segmentos da economia. Entre os principais alvos de oferta, segundo analistas mineiros, estariam Mercantil do Brasil, BMG, Semar e até mesmo o Rural.

O Estado foi berço de significativas instituições financeiras. É o caso do caso do Banco Real, cuja história começou em meados do século passado com o Banco da Lavoura de Minas Gerais. Em 1971, mudou-se de cidade – São Paulo – e de nome – Banco Real. Em 1998, foi comprado pelo ABN Amro, que em 2003 adquiriu ainda o Sudameris.

O Unibanco também nasceu em Minas, em 1924, por meio de uma carta patente do governo federal do Brasil, que autorizou o funcionamento da seção bancária da Casa Moreira Salles, uma das mais importantes lojas de comércio de Poços de Caldas, fundada por João Moreira Salles, em 1918.

O Unibanco comprou o mineiro Banco Nacional, que iniciou a sua história como Banco Nacional de Minas Gerais, fundado em 1944 pelo empresário e político José de Magalhães Pinto. Depois de criar a União Democrática Nacional (UDN), de ser deputado estadual e governador de Minas, de ter sido um dos principais artífices do golpe militar de 1964, sua fortuna se multiplicou e incorporou mais seis bancos em 1972, criando assim o Banco Nacional S/A, com sede na capital mineira.

Hoje, os principais bancos mineiros, aqueles que são considerados os principais alvos de aquisições e fusões, são o Banco Rural, Mercantil do Brasil, BMG, Bonsucesso e Semear (ex-Banco Emblema). Mas, para o correntista, pouco importa hoje onde o banco está sediado. Globalização!!!

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